terça-feira, 17 de maio de 2011

17 de Maio: Dia mundial da hipertensão


Dia 17 de maio é o Dia Mundial da Hipertensão. A data foi criada com o objetivo de conscientizar a população a respeito da doença que já atinge 17 milhões de brasileiros, segundo dados do Ministério da Saúde. Diversas pesquisas mostram que a hipertensão se manifesta, geralmente, em torno dos 40 anos. Contudo, crianças e adolescentes não estão livres deste mal.
A prevenção ainda é o melhor remédio. Optar por uma alimentação saudável e praticar exercícios físicos regularmente podem ser hábitos essenciais para quem não quer se deparar com a doença na fase adulta.
Acabe com as dúvidas sobre este assunto e aprenda a melhor maneira de espantar este mal da sua vida. Confira uma entrevista com o Dr. Marcos de Oliveira Vasconcellos, cardiologista do Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica/DASA.
Qual é o valor da pressão que indica que há um caso de hipertensão?
Geralmente, podemos considerar valores acima de 140/90 mmhg ou 14 por 9, de uma forma mais popular, como um nível de pressão que necessita de maior atenção em um indivíduo adulto. Caso este valor se repita por mais 2 ocasiões diferentes, é muito provável que se trate de um paciente hipertenso.
O que a pessoa sente quando tem uma crise?
Os sintomas de uma crise hipertensiva são bastante variados, podendo ocorrer quadros de dores no tórax (principalmente peito e costas), falta de ar, mal estar, dores de cabeça, às vezes acompanhadas de vômitos, confusão mental e até perda da consciência.
O que o hipertenso deve fazer ao ter os sintomas?
Procurar atendimento médico de urgência.
Quais são os procedimentos normais do hospital para controlar a crise hipertensiva?
Potentes medicamentos são usados, normalmente por via venosa, durante uma crise hipertensiva. Além disto, exames laboratoriais são feitos para detectar possíveis complicações. Algumas vezes, é necessário suporte de oxigênio.
Caso não seja controlada, o que a hipertensão pode acarretar ao paciente?
Em um quadro agudo podem ocorrer AVCs (derrames), edema pulmonar (água no pulmão), etc, com risco de morte. A longo prazo, a hipertensão mal controlada pode evoluir para insuficiência renal (até com necessidade de diálise), insuficiência cardíaca (coração grande), entre outros.
Pessoas que tiveram crise de hipertensão apenas algumas vezes devem ter acompanhamento médico pelo resto da vida?
Sim, pacientes hipertensos necessitam de acompanhamento médico por se tratar de uma doença crônica, assim como a diabetes, por exemplo.
O que difere um hipertenso de uma pessoa que sofreu de pressão alta uma vez?
Um único episódio de pressão mais elevada não faz o diagnóstico de hipertensão arterial. Entre outras coisas, é preciso que verifiquemos a pressão acima de 140/90 mmhg por, pelos menos, 2 outras ocasiões diferentes. É necessária uma investigação ampla.
O que causa a hipertensão? A hipertensão passa de pai para filho?
Geralmente, a hipertensão é genética e desencadeada ou agravada por fatores ambientais (stress, sedentarismo, obesidade, tabagismo etc). Algumas vezes, é causada por doenças renais, tumores endócrinos, medicamentos (por exemplo, anticoncepcionais, medicamentos para emagrecer etc).
Certamente, você está cansado de escutar as pessoas dizendo que a prática de exercícios físicos é um santo remédio para diversas doenças. Porém, esta máxima é verdadeira e deve ser levada a sério por todos, não só por pessoas que já sofrem com algum problema de saúde, mas também por aqueles que querem prevenir certos distúrbios. A hipertensão, por exemplo, é um mal que pode ser controlado quando adquirimos este hábito.
“Podemos afirmar que os exercícios mais indicados para quem sofre de hipertensão são os aeróbicos, ou seja, os que exijam um comprometimento do pulmão e coração em níveis adequados (entre 60 e 80% da sua frequência máxima aproximadamente). Entre eles estão: caminhadas, corridas, natação e danças”, explica Claudia Saboya, profissional de Educação Física e Terapeuta Holística.
Para quem gosta de atividades mais leves e que unam o trabalho corporal ao mental, a especialista dá a dica: “A Yoga também é uma prática excelente para os hipertensos, pois combina exercícios de alongamento e respiratórios. Ela ajuda a desenvolver o auto-equilíbrio do corpo e da mente, e, com certeza, vai ajudar no controle da Hipertensão”.
Outra saída pode ser aliar a alimentação saudável e a prática de exercícios a determinadas terapias alternativas. “As Terapias Holísticas podem ajudar no tratamento, já que atuam diretamente no seu bem-estar físico e psicológico. A Massagem Sueca, por exemplo, tem como objetivo auxiliar o retorno sanguíneo e o linfático, promovendo a eliminação de algumas toxinas muitas vezes acumuladas por excesso de peso, estresse e outros fatores”, conclui Claudia.
Na maior parte das vezes, quem sofre de alguma doença precisa adaptar a alimentação. É isso que acontece com que sofre aumento da pressão arterial, ou seja, com os hipertensos. A escolha certa dos alimentos é fundamental para o controle do distúrbio e a busca de uma vida normal.

Confira uma lista com os alimentos mais comuns na nossa rotina e descubra aqueles que podem fazer parte do seu cardápio e aqueles que estão terminantemente proibidos.

Sinal verde para:

- Carnes magras, fígado;

- Frango, peru não defumado ou chester sem pele;

- Peixes frescos (pescada, merluza, salmão, badejo, linguado, cação;)

- Queijo branco e ricota sem sal, leite e iogurte desnatado;

- Ervas e temperos naturais, molhos caseiros;

- Suco de frutas naturais e frutas in natura.


Sinal vermelho para:

- Queijos amarelos e curados, queijos cremosos, parmesão, roquefort, camembert e provolone;

-Temperos prontos, molhos industrializados, pimenta vermelha, molhos à base de maionese, adoçantes a base sódio;

- Produtos em conserva;

- Bebidas alcoólicas, refrigerantes em geral (inclusive diet/light), milk shake, bebidas energéticas, sucos artificiais;

- Carnes salgadas ou defumadas;

- Embutidos (lingüiça, salsicha, mortadela, presunto, salame, etc.);

- Peixes salgados (sardinha, anchova, atum e aliche em lata, bacalhau, defumados, etc.);

- Alimentos industrializados em geral;

- Carne Processadas: Presunto, mortadela, copa, lombo, paio, salsicha, lingüiça, salame, charque, carne seca, carne de sol e outros;

- Margarina e manteiga com sal.

Fonte: Idmed

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Felicidades !

Peço desculpas pelo abandono.
Estou sem internet em casa.
Em breve, tudo ficará normal.
Agradeço as visitas.
Abraços
Jorge Brunazi

domingo, 10 de outubro de 2010

Baixos níveis de testosterona elevam risco de Alzheimer

Por Patricia Zwipp


Baixos níveis de testosterona podem tornar homens mais propensos à doença de Alzheimer, principalmente se já apresentarem problemas de memória ou outros sinais de comprometimento cognitivo. Essa conclusão é de uma pesquisa da Universidade de Saint Louis, nos Estados Unidos.

A equipe analisou dados de 153 chineses, com pelo menos 55 anos e sem diagnóstico de demência. Vale dizer que 47 deles mostraram comprometimento cognitivo leve.

Em um ano, dez voluntários com perturbações cognitivas desenvolveram provavelmente o Alzheimer (o diagnóstico da doença é por exclusão e envolve vários fatores) tinham taxas baixas de testosterona, níveis altos de uma proteína (apolipoproteína E) ligada à patologia e pressão arterial alta.

O cientista líder, John Morley, disse ao jornal Daily Mail que o próximo passo é realizar um estudo em grande escala para investigar o uso da testosterona na prevenção da enfermidade. A versão online da publicação Journal of Alzheimer's Disease divulgou os resultados do trabalho.

Fonte: http://saude.terra.com.br/noticias/0,,OI4722694-EI16560,00-Baixos+niveis+de+testosterona+elevam+risco+de+Alzheimer.html

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Só o pó da berinjela


Todos os nutrientes que fazem a fama do legume estão concentrados em sua farinha, um alimento que ajuda no controle do colesterol, estimula o intestino preguiçoso e evita a obesidade
Por Thaís Manarini / Produção: Marcia Asnis / Fotos: Lucas Fonseca

Maracujá, linhaça, banana verde... Agora chegou a vez de a berinjela virar farinha. Para quem não dispensa os benefícios que ela proporciona à saúde, a novidade soa como música. O alimento em pó concentra todos os nutrientes poderosos presentes no legume. Em resumo: é possível consumir menos e ganhar mais, muito mais.

Para começar, a farinha de berinjela esbanja fibras, sendo que as do tipo solúvel predominam. “Elas são ótimas porque ajudam a digerir as gorduras no duodeno. Como consequência, ocorre uma redução nas concentrações de colesterol”, conta a nutricionista Glorimar Rosa, professora adjunta do Departamento de Nutrição e Dietética da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Vale lembrar que a profissional observou esse feito na prática, já que orientou uma pesquisa animadora sobre farinha de berinjela recentemente. O trabalho, objeto da tese de pós-graduação da nutricionista Aline de Castro Pimentel, mostrou que as concentrações de colesterol ruim (LDL) no sangue das mulheres que consumiram o suplemento por 60 dias, despencaram, assim como as taxas de triglicérides e ácido úrico – afastando, portanto, as chances de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Cintura de pilão
Por falar em males do coração, não dá para esquecer mais um importante fator de risco: a barriga saliente. A boa notícia é que a farinha de berinjela também é vista como uma ótima opção quando o objetivo é dar uma enxugada. “Presente na berinjela, a niacina faz parte dos processos metabólicos do emagrecimento. Além disso, há as fibras, que são responsáveis por proporcionar uma sensação de saciedade e ainda auxiliam na redução da absorção intestinal da gordura”, explica a nutricionista funcional Priscila Meirelles, de Pelotas (RS).

E olha que beleza: esse benefício foi constatado lá para os lados do Rio de Janeiro. Segundo a nutricionista Wânia Monteiro, coorientadora do estudo, houve uma redução significativa na circunferência da cintura (ou seja, a gordurinha abdominal) do grupo que incluiu a farinha na dieta. Como se não bastasse, essa turma ainda viu o índice de massa corporal (IMC) baixar e o percentual de massa magra subir.

Duas colheres (sopa) por dia de farinha de berinjela estão de bom tamanho

Acooorda, intestino!
Se ele anda meio preguiçoso, causando um baita desconforto, mais uma vez a farinha de berinjela pode entrar em cena. A nutricionista e fitoterapeuta Vanderlí Marchiori, de São Paulo, afirma que por ser abastecido de fibras, o alimento é capaz de dar uma mãozinha para o intestino, evitando a terrível constipação.

Mas, atenção: se você pretende tirar proveito dessa função, invista em bons goles de água, indispensável para ajudar na formação do bolo fecal. “Se não tomar esse cuidado, o efeito pode ser o oposto do desejado”, salienta Priscila.

Saúde de ferro
Para Glorimar, da UFRJ, deve-se frisar ainda que a farinha é uma importante fonte alimentar de antioxidantes (eles marcam presença na casca da berinjela), substâncias que ajudam a reduzir a possível formação de radicais livres – aquelas moléculas instáveis que favorecem o envelhecimento precoce e outros tantos problemas para o organismo.

Depois dessa lista de benefícios, ficou fácil perceber que levar o pó à mesa é uma forma de cuidar da saúde, certo? E convenhamos: com uma praticidade sem igual. Afinal, a farinha pode ser consumida com vitaminas ou sopas, fazer parte de receitas de bolos, suflês e omeletes, ser usada como complemento da refeição pronta e por aí vai... “Ela praticamente não altera o sabor dos alimentos aos quais é adicionada, independentemente de serem doces ou salgados”, finaliza a profissional carioca.

Faça em casa

Em uma forma, coloque um quilo de berinjela, com casca, cortada em fatias. Em seguida, leve ao forno a uma temperatura de 160ºC e deixe por cerca de três horas ou até o legume ficar crocante e ressecado. Depois, triture a berinjela no processador ou no liquidificador (pulsar). O produto deve ficar com aparência semelhante à da farinha de mandioca e ser armazenado em um pote bem vedado e em local arejado. Rendimento: 100 gramas. Validade: um ano.

Fonte: Glorimar Rosa, nutricionista e professora adjunta do Departamento de Nutrição e Dietética da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Shake de berinjela

Ingredientes
1 copo de leite desnatado gelado
1 colher (sopa) de farinha de berinjela
1 banana
Mel e gelo a gosto

Preparo
Bata todos os ingredientes no liquidificador e beba em seguida.

Rendimento
1 copo de 300 ml


Fonte: Aline de Castro Pimentel, nutricionista (SP)

Omelete de legumes

Ingredientes
2 ovos
1 cebola
1 tomate picado
1 cenoura ralada
1 colher (sopa) de farinha de berinjela
Folhas de beterraba
Salsa, orégano, manjericão, pimenta vermelha a gosto

Preparo
Bata os ovos com um garfo. Adicione a farinha de berinjela. Em seguida,
coloque todos os legumes picados com os ovos batidos e a farinha de berinjela e tempere. Unte uma frigideira com um pouco de óleo e coloque a mistura. Tampe até o ovo ficar cozido. Use fogo baixo.

Rendimento
2 porções

Fonte: Longevid

Bolo de milho cremoso

Ingredientes
2 latas de milho (escorrer a água)
3 ovos
4 colheres (sopa) de margarina light
3 colheres (sopa) de farinha de trigo
3 colheres (sopa) de farinha de berinjela
1 xícara (chá) de açúcar
2 xícaras (chá) de leite desnatado
1 colher (sopa) rasa de fermento em pó

Preparo
Bata todos os ingredientes no liquidificador por 4 minutos. Coloque em uma forma e deixe assar por 50 minutos. Para saber se está bom, espete um palito até o fundo da forma. Se sair limpo, está pronto.

Rendimento
12 porções

Fonte: Aline de Castro Pimentel, nutricionista (SP)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Livro derruba mitos populares da psicologia


ROSANA FERREIRA
Editora-assistente de UOL Estilo Comportamento

“Os gordinhos são pessoas mais alegres”, “Contar carneirinhos ajuda a adormecer”, “Desenhos dizem muito sobre a personalidade”, “Antidepressivos transformam as pessoas em zumbis”. Provavelmente você já deve ter ouvido algumas dessas frases – senão todas. No entanto, o livro “Os 50 Maiores Mitos Populares da Psicologia – Derrubando famosos equívocos sobre o comportamento humano” (Editora Gente), joga um balde de água fria sobre essas concepções construídas ao longo dos anos. Trata-se do mundo da psicomitologia, segundo os autores Scott O. Lilienfeld, Steven Jay Lynn, Jonh Ruscio e Barry L. Beyerstein, que citam pesquisas – ou a ausência delas - para questionar as crenças populares.

Se você acredita nesses e outro mitos, não é preciso sentir-se envergonhado. Saiba que você não está só. Segundo os autores, pesquisas mostram que a maioria da população geral, bem como alunos iniciantes de psicologia, acredita também. Calma, é natural. Antes de se sentir inseguro em relação aos seus conhecimentos sobre psicologia, saiba que o filósofo grego Aristóteles (384-322 a.C.), considerado uma das pessoas mais inteligentes, acreditava que a origem das emoções se dava no coração, e não no cérebro, e que as mulheres eram menos inteligentes que os homens. Portanto, ter uma grande inteligência não é uma vacina contra a crença na psicomitologia.

Fonte: http://estilo.uol.com.br/comportamento/ultnot/2010/09/11/livro-questiona-mitos-populares-da-psicologia.jhtm

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Mel: superalimento aliado da beleza


Alimento milenar, as propriedades do mel são celebradas por diversas culturas. Considerado um superalimento, é nutritivo e pode combater doenças. E produtos da abelha como a geleia real são ricos em elementos que combatem o envelhecimento da pele. Ou seja: beleza garantida. Essas propriedades fazem com que ele seja usado como base de inúmeros cosméticos. Mas seu consumo "in natura" garante resultados ainda mais duradouros.

As propriedades do mel são reforçadas pelo escritor David Wolfe, no recém-lançado “Superalimentos – A Alimentação e os Remédios do Futuro” (Alaúde). “É rico em minerais, antioxidantes, probióticos e enzimas (...) é também um alimento extremamente medicinal, que fornece uma forma muito digerível e suave de açúcar”.

“O mel é uma fonte rica de energia, elevando a glicose no sangue quase que imediatamente após a sua ingestão”, explica o médico e nutrólogo João Curvo. Uma dica de Curvo é consumi-lo pela manhã, logo ao acordar. “Uma colher de chá em jejum pode ajudar no despertar, ‘limpando a garganta’, removendo mucos e elevando a glicose no cérebro”.

Bom para a saúde e rejuvenescedor

A sabedoria popular já se beneficia há muito tempo dos benefícios terapêuticas do mel. “O mel é mucolítico, ou seja, fluidifica secreções respiratórias, como catarros, pigarros, mucos”, explica Curvo. A própolis, extraída da colmeia, também é usada para este fim. “A própolis é considerado um antibiótico natural e é indicado nas faringites de repetição”.

O pólen e a geleia real não ficam atrás. “O pólen é fonte de aminoácidos, minerais e vitaminas, e pode ser consumido na dose de uma colher de sobremesa ao dia”, recomenda o médico. E a geleia real, rica em aminoácidos, tem efeito antienvelhecimento. “Segundo a dietética energética chinesa, atua a energia dos rins, responsável pelo vigor físico e sexualidade. É considerado também um alimento regenerador de tecidos".

O mel também é usado em máscaras de beleza e cosméticos pelo seu conhecido poder de hidratação e cicatrização. Dizem, inclusive, que até mesmo Cleópatra usava. No caso das máscaras, elas devem ser feitas com o orientação de um profissional.

Consumo sem exageros

Mesmo com tantos benefícios, o mel deve ser consumido com moderação.“Pode aumentar a vontade de comer doces em quem as tem exacerbadas”, explica o médico, que o veta aos diabéticos: “ele pode estimular muito o pâncreas na fabricação de insulina”. Por isso, não subsitui os adoçantes artificiais.

Quanto às calorias, não há tanta diferença em relação ao açúcar.“O açúcar, para quem não tem problemas com seu uso, que deve sempre ser moderado, pode ser substituído pelo mel, mas sem qualquer vantagem - só pelo prazer”, diz.

Fonte: http://gnt.globo.com/EstarBem/Noticias/Mel--superalimento-aliado-da-beleza.shtml

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Sobre orgânicos


Por Luciana O. P. Lancha
Desde a década de 50 começaram a surgir vários estudos abordando a questão dos alimentos orgânicos. Recente artigo publicado em uma importante revista científica apresentou uma revisão de tudo que havia sido publicado até o momento abordando este assunto. Impressionantemente mais 95.000 artigos foram levantados na literatura científica de 1958 até março de 2010, em relação aos orgânicos e seus aspectos nutricionais. Quando se fala em alimentos orgânicos, diversas questões aparecem como: Eles são mais nutritivos? São mais saudáveis do que os alimentos comuns? São melhores para o meio ambiente? Os pesticidas utilizados dentro das quantidades permitidas fazem mal à saúde?

Muitos estudos, realizados com animais e em humanos, têm sido conduzidos com o objetivo de responder algumas destas questões e, no entanto, pouco se concluiu até hoje. Umas das razões para isto é que muito estudos são conduzidos com fraco desenho experimental, por exemplo, em alguns casos não é possível afirmar que o produto analisado era realmente orgânico, pois apesar do cultivo ser adequado, o solo da região encontrava-se já muito contaminado. Outra questão importante diz respeito aos estudos conduzidos em animais que em alguns casos são irreprodutíveis em humanos.

Muitas pessoas compram produtos orgânicos porque entendem que estes produtos são mais saudáveis, no entanto, o que a literatura tem demonstrado é que não há relação entre o consumo de orgânicos e melhora da condição de saúde. De fato, poucos são os artigos que mostraram aumento de algum nutriente, principalmente antioxidantes, nos produtos orgânicos quando comparados com o cultivo normal. Alguns trabalhos encontram aumento de vitamina C, ferro e magnésio em produtos de origem orgânica comparados aos mesmos produtos cultivados de forma tradicional. No entanto, quando indivíduos consumiam estes alimentos nenhum benefício extra foi encontrado. Muitos autores acreditam que uma quantidade um pouco maior de antioxidante em alguns alimentos não é suficiente para trazer benefícios ao ser humano. Mesmo porque a variedade de frutas e vegetais que são consumidos normalmente é suficiente para promover a ingestão adequada de antioxidantes.

Outro aspecto que vem sendo estudado é se o consumo de alimentos de cultivo tradicional poderia trazer algum malefício devido ao uso de pesticidas e outros produtos químicos. O que a literatura mostra é que boa parte destes resíduos são eliminados na preparação dos alimentos. A cocção e higienização, por exemplo, podem levar a uma redução significativa nos níveis de resíduos de pesticidas em alimentos. Procedimentos comerciais de beneficiamento de grãos, como arroz, café e trigo, podem levar a uma redução de até 95% de alguns pesticidas. Em outros casos como no mamão papaia a maior parte dos resíduos encontra-se na casca, que não é consumida in natura. No caso do tomate por exemplo a discussão é ainda maior, pois boa parte dos resíduos encontra-se na casca, onde também está a maior parte do licopeno, importante substância encontrada no tomate. Neste caso, não há consenso se o melhor seria retirar, ou consumir a casca, segundo alguns autores a quantidade de resíduos a serem consumidos ao ingerir a casca seria muito baixa, enquanto a retirada da mesma levaria a uma redução significativa do consumo de licopeno, o que seria mais prejudicial do que o pouco resíduo a ser consumido.

O que se tem comprovadamente até o momento não justifica o consumo de orgânicos pensando em melhorar a saúde. Este consumo pode ser feito por opção, ou filosofia, mas manter o consumo de frutas e vegetais produzidos tradicionalmente até o momento não é prejudicial à saúde.

Fonte:http://nutritips.blog.uol.com.br/arch2010-08-29_2010-09-04.html

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Conheça as plantas que ajudam a deixar os cabelos mais bonitos


A sabedoria popular já colocou as plantas entre os itens indispensáveis de beleza. Não é para menos: ingredientes comumente encontrados em cosméticos, como o aloe vera, são extraídos de plantas – no caso, da babosa. E para os cabelos há plantas e ervas que os deixam bonitos, com a oleosidade controlada e até podem auxiliar no crescimento dos fios.

Antes de se aventurar a fazer o próprio composto, a dermatologista Érica Monteiro desencoraja ao explicar que há cuidados no uso. “Ao usar a planta diretamente, não se sabe a quantidade, a concentração nem a contaminação. Além de ser mais difícil achá-la. Os produtos industrializados têm a vantagem de se saber a concentração e não está contaminado”, explica a dermatologista, que acrescenta ainda a importância do veículo ao qual está misturada a substância ativa – podem ser cremes, espumas, shampoo.

As plantas que fazem a cabeça
Conheça a seguir as propriedades de plantas popularmente conhecidas por serem aliados na beleza das madeixas e que, segundo a dermatologista, já ganharam a atenção dos pesquisadores.

Babosa
A dermatologista explica que a babosa auxilia no tratamento dos fios que, com o uso de secadores, poluição e produtos químicos, ficam com as cutículas danificadas. “Da babosa é retirado o extrato que tem penetrabilidade nos fios, fecha as cutículas e melhora o brilho”.

Jojoba
A planta tem uma função semelhante à da babosa: “a jojoba tem o mesmo tipo de propriedade. É selante, tem ação antiinflamatória e antioxidante”.

Sálvia
“A ação mais importante é a antiinflamatória”, explica Érica. Ela ressalta que esta é uma das propriedades mais importantes para o cabelo. Para potencializar o efeito: “o uso do silicone como veículo ajuda a selar a cutícula”.

Alecrim
“Antiinflamatório, ajuda no controle da oleosidade”, explica Érica.

Jaborandi
“O jaborandi tem propriedades que estimulam a circulação sanguínea. Com mais oxigenação, os cabelos ficam fortalecidos”. Por isso, a planta é muito usada para auxiliar no tratamento para crescimento de cabelo.

Camomila
“A camomila tem ação clareadora, promove a despigmentação do fio. Os cabelos ficam mais claros, os mais escuros também clareiam, com mechas”. Para isso, a médica não recomenda usar o chá. “O veículo do chá, a água, acaba ressecando, desidratando o cabelo”. Vale investir em produtos com a substância.

Nada também de se expor ao sol para potencializar o efeito clareador. A dermatologista adverte que isso pode provocar manchar se o produto escorrer. “Os produtos não têm esta indicação. A química dos condicionadores, leave-in, reagem à radiação ultravioleta ao longo do dia. São feitos para aplicar e ficar exposto à radiação do dia”.


Fonte:http://gnt.globo.com/EstarBem/Noticias/Conheca-as-plantas-que-ajudam-a-deixar-os-cabelos-mais-bonitos.shtml

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Mãos bonitas exigem rotina de cuidados


Hidratação e disciplina são as palavras de ordem para quem quer ter mãos impecáveis. Como a área está exposta e sempre em contato com produtos químicos, a pele e as unhas são muito agredidas. Mas bastam cuidados simples para preservá-las.

“Isso deve ser rotina: lavou a mão, hidrate depois. É o básico, porque o detergente resseca muito”, sentencia a dermatologista Carla Vidal. “Se não for hidratada, a mão não fica bonita”. O ideal na hora de escolher o hidratante é observar as substâncias. A médica recomenda cremes com protetor solar, aloe vera (um ótimo cicatrizante) e ativadores de colágeno (que ajudam no rejuvenescimento da pele).

Cuidar das mãos e unhas deve ser um ritual diário, afirma dermatologista / SXC
Hidratação e disciplina são as palavras de ordem para quem quer ter mãos impecáveis. Como a área está exposta e sempre em contato com produtos químicos, a pele e as unhas são muito agredidas. Mas bastam cuidados simples para preservá-las.

“Isso deve ser rotina: lavou a mão, hidrate depois. É o básico, porque o detergente resseca muito”, sentencia a dermatologista Carla Vidal. “Se não for hidratada, a mão não fica bonita”. O ideal na hora de escolher o hidratante é observar as substâncias. A médica recomenda cremes com protetor solar, aloe vera (um ótimo cicatrizante) e ativadores de colágeno (que ajudam no rejuvenescimento da pele).

Deixe as cutículas em paz
As cutículas são alvo de discussão. Tem-se o hábito de tirá-las quando as unhas são feitas, mas este procedimento pode ser a porta de entrada para inflamações em volta das unhas. “É totalmente errado tirar a cutícula, pois deixa a unha sem proteção”, argumenta a dermatologista, que recomenda retirar o excesso de cutícula na hora do banho, usando somente as mãos.

Para ter unhas mais belas
Os cremes hidratantes são fundamentais também para as unhas. “As unhas laminadas melhoram quando são usados hidratantes”, explica Carla. Nestes casos, ela ainda recomenda usar um esmalte manipulado especialmente para protegê-las.

“Quando a unha estiver frágil, fique três semanas sem esmalte e hidrate”, recomenda. Vale lembrar ainda que não se pode ficar muito tempo com o mesmo esmalte. O ideal é retirá-lo a cada semana.

Para cortar as unhas, a regra: sempre reta, sem retirar os cantos. Quanto às lixas, elas são recomendadas apenas para polir as bordas das unhas. “Não lixe por cima da unha”, explica.

Cremes para o rosto: ideais para as mãos
A pele das mãos é tão frágil quanto a do rosto e do pescoço. Por isso, os produtos que são utilizados nestas regiões são de serventia para as mãos. Aproveite o restinho do creme de rosto que fica na ponta dos dedos para hidratá-las. “Use o mesmo creme do rosto no dorso da mão e nos dedos. Isso estimula a pele a ficar mais grossa e hidratada”.

Fonte: http://gnt.globo.com/EstarBem/Noticias/Maos-bonitas-exigem-rotina-de-cuidados.shtml

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Alecrim-pimenta vira arma contra a mais letal infecção alimentar



Bruna Bessi, iG São Paulo
Pesquisadores criam tratamento contra a listeriose a partir da planta, típica do Nordeste; doença mata 30% dos infectados

Pesquisadoras da Universidade de São Paulo (USP) descobriram o poder antimicrobiano do alecrim-pimenta, planta que é mais comumente encontrada no Nordeste brasileiro. O estudo revela a eficácia principalmente no combate à bactéria causadora de uma infecção grave conhecida como listeriose, que atinge particularmente crianças, idosos, gestantes e pacientes com baixa imunidade. A listeriose é relativamente rara, mas altamente letal: entre as doenças transmitidas por alimentos contaminados, é a que causa o maior número de mortes. Um em cada três pacientes contaminados pela bactéria Listeria monocytogenes acaba morrendo.
A análise da planta, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), foi realizada em caldos de pescado e filés do peixe surubim. A pesquisadora Fernanda Barbosa dos Reis injetou nos peixes a bactéria e os extratos da planta. Em outro experimento, além dos componentes já testados, foi adicionada a bactéria Carnobacterium maltaromaticum C2, encontrada frequentemente em outros animais e que que tem conhecidas propriedades antimicrobianas.

Nas amostras em que estava presente somente a bactéria antimicrobiana houve redução do agente causador da listeriose. A pesquisadora comprovou, no entanto, que nas amostras em que o alecrim estava isolado, o resultado foi maior. Ainda assim, o recomendável é o uso associado das duas armas, diz ela.

Segundo a pesquisadora, a planta poderá ser utilizada como uma espécie de tempero ou aplicada por meio de processos industriais durante a produção dos alimentos. Para que seja comercializada, contudo, ainda são necessários estudos que comprovem se há alteração do sabor ou cheiro do alimento após sua aplicação.

O alecrim-pimenta é uma árvore do Nordeste brasileiro, encontrada principalmente no Ceará. Estudos revelaram que há possibilidade de usar a planta no combate a outros microorganismos. “A probabilidade é grande de que ocorra o mesmo efeito com diversas bactérias, mas é preciso realizar mais testes”, afirma Elaine Cristina Pereira de Martinis, orientadora da pesquisa.

Regulamentação

Com sintomas como febre, dor no corpo e tosse, a listeriose gera infecção, meningite e atinge o sistema nervoso. Ela não é uma doença comum - sua taxa de incidência é de dez casos por milhão. “Depois de revelada a doença, o tratamento é feito à base de antibióticos. Por isso é importante se prevenir, lavando e cozinhando bem os alimentos”, afirma Alessandro Mondelli, professor e responsável pelo departamento de microbiologia da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp).

Para impedir a comercialização de alimentos contaminados, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regulamenta o limite máximo da presença da bactéria L. monocytogenes. Queijos são os únicos com essa regulamentação, já que a bactéria possui grande tolerância a situações adversas, como acidez extrema e baixas temperaturas. Nos demais alimentos, a definição é ausente, pois não é permitida em nenhum grau a presença do microorganismo.

Fonte: http://economia.ig.com.br/inovacao/alecrimpimenta+vira+arma+contra+a+mais+letal+infeccao+alimentar/n1237744135089.html

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Quem dorme até tarde não é vagabundo, diz ciência

Segundo neurologistas, o que essas pessoas têm é distúrbio do sono atrasado.
por Bruna Bernacchio


Alvo de críticas de familiares e amigos, quem gosta de ficar na cama até a hora do almoço pode ter um motivo científico para a "vagabundagem": o distúrbio do sono atrasado. O assunto foi um dos temas abordados no 6º Congresso Brasileiro do Cérebro, Comportamento e Emoções, que aconteceu recentemente em Gramado.

O organismo humano tem um ciclo diário, de modo que os níveis hormonais e a temperatura do corpo se alteram ao longo do dia e da noite. Depois do almoço, por exemplo, o corpo trabalha para fazer a digestão e, conseqüentemente, a temperatura sobe, o que pode causar sonolência.

Quando dormimos, a temperatura do corpo diminui e começamos a produzir hormônios de crescimento. Se dormirmos durante a noite, no escuro, produzimos também um hormônio específico chamado melatonina, responsável por comandar o ciclo do sono e fazer com que sua qualidade seja melhor, que seja mais profundo.

Pessoas vespertinas, que têm o hábito de ir para a cama durante a madrugada e dormir até o meio dia, por exemplo, só irão começar a produzir seus hormônios por volta das 5 da manhã. Isso fará com que tenham dificuldade de ir para a cama mais cedo no outro dia e, consequentemente, de acordar mais cedo. É um hábito que só tende a piorar, porque a pessoa vai procurar fazer suas atividades durante o final da tarde e a noite, quando tem mais energia.

O pesquisador Luciano Ribeiro Jr. da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), especialista em sono, explica que esse distúrbio pode ser genético: "Pessoas com o gene da ‘vespertilidade’ têm predisposição para serem vespertinas. É claro que fator social e educação também podem favorecer”. Mas não se sabe ainda até que ponto o comportamento social pode influenciar o problema.

A questão, na verdade, é que o vespertino não se encaixa na rotina que consideramos normal e acaba prejudicado em muitos aspectos. O problema surge na infância. A criança prefere estudar durante a tarde e não consegue praticar muitas atividades de manhã. Na adolescência, a doença é acentuada, uma vez que os jovens tendem a sair à noite e dormir até tarde com mais frequência.

A característica vira um problema quando persiste na fase adulta. “O vespertino é aquele que já saiu da adolescência. Pessoas acima de 20 anos de idade que não conseguem se acostumar ao ritmo de vida que a maioria está acostumada”, diz Luciano. Segundo ele, cerca de 5% da população sofre do transtorno da fase atrasada do sono em diferentes graus e apenas uma pequena parcela acaba se adaptando à rotina contemporânea.

O pesquisador conta também que, além do preconceito sofrido pelos pais, professores e, mais tarde, pelos colegas de trabalho, o vespertino sofre de problemas psiquiátricos com maior frequência: depressão, bipolaridade, hiperatividade, déficit de atenção são os mais comuns. Além disso, a privação do sono profundo, quando sonhamos, faz com que a pessoa tenha maior susceptibilidade a vários problemas de saúde: no sistema nervoso, endócrino, renal, cardiovascular, imunológico, digestivo, além do comportamento sexual.

O tratamento não envolve apenas remédios indutores do sono, como se fosse uma insônia comum. É necessária uma terapia comportamental complexa, numa tentativa de mudar o hábito, procurando antecipar o horário do sono. Envolve estímulo de luz, atividades físicas durante a manhã e principalmente um trabalho de reeducação.

E as pessoas que têm o hábito de acordar às 4 ou 5 horas da manhã? “O lado oposto do vespertino é o que a gente chama de avanço de fase. Só que esse não tem o problema maior no sentido social. Ele está mais adaptado aos ritmos sociais e profissionais. Os meus pacientes deste tipo têm orgulho, já ouvi mais de uma vez eles dizendo ‘Deus ajuda quem cedo madruga’”, diz o neurologista.

Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI148505-17770,00-QUEM+DORME+ATE+TARDE+NAO+E+VAGABUNDO+DIZ+CIENTISTA.html

sábado, 5 de junho de 2010

Dicas para se proteger de gripes e resfriados

Em tempos inverno, a incidência de gripes e resfriados aumenta. Confira o que você deve fazer para se prevenir. Ou, a menos, estar preparado para combatê-los .

1- Fique protegido do vento e do frio
“Embora a medicina ocidental não leve isso em conta isso como um fator epidemiológico”, explica o acupunturista e médico homeopata Sérgio Afonso. “E evite a ingestão, em excesso, de gelados”, orienta.

2- Preste atenção nos seus pontos frágeis
O médico explica que, pessoas que têm predisposição a problemas respiratórios – por exemplo, quem tem asma – tem que reforçar os cuidados como, por exemplo, ficar atento às mudanças climáticas.

3 - Mantenha a mucosa nasal umidificada
“Como chove pouco nessa época do ano, o ar fica com muita poeira, pólen e poluição, por isso a importância de manter a mucosa nasal limpa”, explica a clínica geral e acupunturista Bernadete Vidaurre. Para isso, ela indica uso de soro fisiológico três vezes ao dia.

4 - Evite contrastes de temperatura
Bernadete exemplifica: nunca tome banho quente e saia no frio.

5 - Beba muito liquido . A recomendação é de todos os especialistas.

6 - Evite concentrações
”Se você for ficar exposto a alguma situação como grande concentração de pessoas, converse com seu médico sobre a necessidade de administração de uma fórmula homeopática que fortaleça seu sistema”, explica Sérgio. Ou converse com seu médico sobre a necessidade de vitaminas extras.

7 - Mantenha o seu corpo saudável, através da alimentação e de exercícios
“A saúde é o resultado de sua constituição genética e do que você come e do que faz. Por isso, mantenha seu condicionamento físico e sua alimentação balanceada”, diz Sérgio.

8 - Melhore sua respiração
De acordo com a fisioterapeuta Mariana Hallack Vilela, fazer exercícios respiratórios ajuda o condicionamento. “É a respiração diafragmática, que quando ficamos adultos, desaprendemos. Quando respiramos mal, o oxigênio não ventila as regiões basais do pulmão , onde se acumula, geralmente, a secreção. E isso facilita o processo de uma infecção”, diz. “A presença de secreção acumulada dificulta uma boa respiração.”


Fonte: http://gnt.globo.com/EstarBem/Materias/Resfriados-e-gripes--10-dicas-para-se-proteger.shtml

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Estresse e comida



É só pintar uma tensão forte, provocada por acúmulo de trabalho, trânsito caótico, discussão em casa e pronto: você aumenta a ingestão alimentar, muitas vezes sem se dar conta de que está passando dos limites. Para saber até que ponto o estresse é o culpado pelos seus quilinhos a mais, é preciso entender como esse mecanismo funciona.
O estresse no corpo humano, seja ele físico ou emocional, aumenta a estocagem de gordura devido a um mecanismo de defesa que ajuda o homem a “sobreviver” mesmo em condições adversas. Isso leva ao aumento da freqüência cardíaca para preparar os músculos para a “luta” pela sobrevivência, gerando um maior fluxo sanguíneo. Quimicamente, essa fase envolve a produção de vários hormônios, levando a uma reação em cadeia na qual algumas células e hormônios ligados ao cérebro (envolvendo o Hipotálamo, Hipófise e Supra Renal) informam aos receptores das células adiposas a aceitarem maior quantidade de gordura, aumentando o estoque adiposo. Isso ocorre por que em situações de tensão, a glândula supra-renal produz os hormônios adrenalina e cortisol, que preparam o corpo para situações de perigo. Na prática, é como se o corpo pedisse, nesse momento, um alimento calórico como um doce, por exemplo, capaz de dar energia instantânea.
Tanta oscilação hormonal faz com que o organismo perca o equilíbrio físico e psíquico. Nessa fase, em busca da ”tranqüilidade e do conforto perdido”,ocorrem os picos de ansiedade que levam a pessoa a comer mais do que o habitual, principalmente alimentos ricos em gordura e açúcar, sendo especialmente este último muito procurado por estressados. Esse consumo resulta na secreção de endorfinas, substâncias fabricadas pelo próprio cérebro que geram a sensação de bem estar e conforto ao organismo.
O mecanismo exato pelo qual o estresse atua no ganho de peso deve ser melhor pesquisado, pois entender melhor este assunto e as fontes de estresse é importante para a solução do problema.
E importante lembrar que as dietas da moda e crenças errôneas sem embasamento científico podem piorar os sintomas do estresse, então é de suma importância obter a orientação de profissionais da área para o emagrecimento saudável e definitivo.
Algumas dicas para o emagrecimento saudável:
Coma de maneira fracionada - 5 refeições/ dia;
Habitue-se a ingerir diariamente alimentos saudáveis (saladas, frutas, verduras, alimentos integrais, carnes, leite e derivados magros);
Esteja sempre com uma garrafinha de água por perto e pelo menos no mínimo dois litros por dia;
Pratique exercícios no mínimo 3 vezes por semana (1 hora);
Durma bem;
Controle o nível de estresse.
Segundo o pesquisador Alon Chen, do Weizmann Institute, em Israel, o estudo de que participou queria descobrir por que as pessoas recorrem aos biscoitos calóricos, por exemplo, quando se sentem sob estresse em cada ou no trabalho. Os cientistas perceberam, durante experimentos com ratos, que um determinado gene bombeia uma proteína, a Ucn3, em momentos de tensão.

A Ucn3 afeta músculos, fígado, pâncreas, coração, produzida no cérebro, aumenta o apetite e nosso grau de satisfação, além de alterar o modo como o corpo usa a insulina. – hormônio crucial para o processamento do açúcar em energia. Assim, o gene recém descoberto estaria ligado não apenas à obesidade, mas também ao diabetes tipo 2.

A conclusão do estudo é que devemos ter cuidado com nosso nível de estresse. Se ele estiver constantemente alto, fora de controle, o risco de engordar e adoecer aumenta muito.
E por acaso relaxar é tão simples assim? Se você mora em grandes cidades, nem sempre. Mas você pode começar por diminuir a pressão que as dietas restritivas impõem.
É um grande começo!

Para o tratamento contra a Obesidade, tenha o acompanhamento especializado de um Nutricionista!

Fonte: Texto recebido por e-mail.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Brasileira obesa tem dieta similar a do americano

Brasileira obesa tem dieta similar a do americano: rica em gordura e pobre em carboidratos, o que leva ao sobrepeso

Estudo realizado com mulheres obesas brasileiras aponta como principais causas da obesidade o alto consumo de gordura na dieta e sedentarismo. O trabalho traz indícios de que retirar o carboidrato da dieta não vai promover de forma eficiente o emagrecimento, mas muitas vezes pode ter efeito contrário, resultando em maior ingestão de gordura e proteína. Além disso, ele mostra que a alimentação deste grupo se assemelha muito com o padrão de ingestão da população obesa americana.


A pesquisa intitulada Obesidade e resistência à ação da insulina: alterações moleculares, bioquímicas e estruturais, desenvolvida no Programa de Biologia Celular e Tecidual do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, corrobora os dados encontrados na literatura científica mundial.

Buscando entender os mecanismos da obesidade feminina, pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) e da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) reproduziram em laboratório um modelo experimental para estudar os efeitos das dietas ricas em gorduras (hiperlipídicas) sobre a regulação do metabolismo e o desenvolvimento do diabetes tipo 2 como conseqüência da obesidade.

Inicialmente, em 1997, realizamos estudo com mulheres obesas pré-menopausa com intuito de avaliar qual era o padrão alimentar desta população. Identificamos então que as mulheres consumiam quase 40% do valor energético diário total em gordura, além disso, possuíam o hábito de praticar uma quantidade menor de refeições diárias, acreditando ser essa uma solução para o emagrecimento. Outro fator preocupante está no fato de que esta população consumia muita gordura saturada, cerca de 45% do total de gordura ingerida na dieta.

Evidências sugerem que a prevalência do sobrepeso e da obesidade tem aumentado em taxas alarmantes, tanto nos países desenvolvidos, como nos países em desenvolvimento. Cerca de dois terços da população adulta americana, por exemplo, demonstra sobrepeso, ou já obesidade. No caso do Brasil, as mudanças demográficas, sócioeconômicas e epidemiológicas ao longo do tempo permitiram que ocorresse a denominada transição nos padrões nutricionais, com a diminuição progressiva da desnutrição e o aumento da obesidade. As consequências da obesidade para a saúde são muitas e variam do risco aumentado de morte prematura a severas doenças não letais, conhecidas como comorbidade associadas à obesidade, além de problemas de natureza estética e psicológica.

Alguns autores enfatizam o fato de que a aumento na prevalência da obesidade, em diferentes grupos populacionais, está relacionada, preponderantemente, aos chamados fatores ambientais, em especial à dieta e à redução da atividade física. No estudo realizado na Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP envolvendo cerca de 80 mulheres na pré-menopausa que apresentavam obesidade, 80% das participantes não praticava qualquer atividade física.

Outra etapa da pesquisa envolveu modelo experimental laboratorial, onde dois grupos de ratos foram submetidos ao consumo de ração normal, ou ração hiperlipídica (com alto teor de gordura). A ração hiperlipídica foi desenvolvida para ter composição nutricional semelhante ao padrão encontrado nos estudos preliminares com mulheres. Curiosamente, o grupo que consumiu dieta hiperlipídica ingeriu menor quantidade calórica total (cerca de 63kcal/dia) do que o grupo de controle (cerca de 75kcal/dia). No entanto, as calorias provenientes de gordura foram três vezes maior no grupo com ração hiperlipídica (cerca de 24kcal/dia), quando comparado com o controle (cerca de 8kcal/dia).

Os resultados mostraram que mesmo consumindo menor quantidade calórica total, o grupo que ingeriu mais gordura desenvolveu, não só obesidade, mas também intolerância à glicose (passo inicial no desenvolvimento do diabetes tipo 2).

O mais interessante é que este padrão de consumo alimentar também é facilmente encontrado nas pessoas que querem emagrecer; isto é, reduzem o total calórico ingerido principalmente, retirando carboidrato da dieta. Quem nunca viu e não conhece aquele famoso cardápio de quem quer emagrecer: grelhado com salada? Neste caso, as principais fontes de energia consumidas são: lipídeo (gordura) e proteína, e este é exatamente o padrão de ingestão nutricional da população obesa, brasileira e americana, alta ingestão de gordura e baixa em carboidrato.

Muitas vezes é preciso fazer uma avaliação mais minuciosa dos nossos hábitos alimentares para identificar o porquê de engordarmos, ou não emagrecermos. Não basta creditar a culpa em um único nutriente. Muitas vezes o problema não está no pão, mas na manteiga que passamos no pão; não está na massa, mas no molho branco e no queijo parmesão que acompanham a massa.

A retirada de carboidrato da dieta promove de fato perda de peso corporal. Isto ocorre porque o carboidrato é estocado em nosso corpo juntamente com a água. Assim, se restringirmos o consumo de carboidrato perderemos água. Basta lembrar da época da escola quando aprendemos que água não se mistura com gordura. Desta forma, ao perder água não perderemos gordura e sim massa magra, isenta de gordura.



Embora todos já saibam: mudar o estilo de vida, melhor os hábitos alimentares de forma sustentável, praticar atividade física regularmente serão ações muito mais eficientes e com efeitos mais duradouros, do que procurar um único culpado para a obesidade ou ainda uma fórmula mágica para perder em 1 mês o que se levou 5, ou 10 anos para ganhar!

Por Luciana O. P. Lancha

Fonte:http://nutritips.blog.uol.com.br/arch2010-04-18_2010-04-24.html

domingo, 4 de abril de 2010

Café após almoço diminui risco de diabetes, sugere estudo



Um estudo francês com participação da USP encontrou indícios de que quem toma café na hora do almoço tem menor risco de desenvolver diabetes tipo 2. Foram avaliadas quase 70 mil mulheres. As participantes que tomavam um copo pequeno ou mais café na refeição tiveram um risco 34% menor de desenvolver a doença. O efeito foi observado em café com ou sem açúcar, cafeinado ou não. Mas o risco não diminuiu para quem tomava café fora do horário de almoço.

A conclusão veio da análise de dados de 69.532 professoras francesas do ensino público. As mulheres tinham entre 41 e 72 anos e foram acompanhadas, em média, durante 11 anos por pesquisadores franceses interessados em estudar a relação entre dieta e doenças crônicas, como o câncer e diabetes tipo 2.

“O risco de desenvolver a doença foi 34% menor naquelas que tomaram café na hora do almoço”, explica Daniela Sartorelli, nutricionista e professora da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), da USP, que fez a análise dos dados durante o seu pós-doutorado no Institut National de la Santé et de la Recherche Médicale, na França.

Apesar de haver pelo menos 17 estudos mostrando que o café reduz o risco de desenvolver diabetes, a pesquisa foi pioneira ao demonstrar que o horário em que o café é consumido pode interferir no efeito. Os dados estão em artigo publicado no American Journal of Clinical Nutrition.

No período que participaram do estudo, 1.415 participantes desenvolveram a doença. Entre as mulheres que tomavam pelo menos um copo (125 ml) de café na hora do almoço, 374 desenvolveram diabetes. Mas a doença atingiu 1.051 das mulheres que tomavam menos ou nenhum café durante a refeição.

As mulheres que tomavam café em outros horários não tiveram uma incidência menor de diabetes. O mesmo vale para mulheres que tomavam chá. Os pesquisadores não conseguiram avaliar o efeito do café expresso ou instantâneo, porque poucas participantes tomavam cafés dessa categoria.

Na França, o café é menos concentrado que no Brasil– para cada 100 ml de água, usa-se em média 5,5 gramas de pó de café. Por aqui, usa-se 8 a 10 gramas de café para a mesma quantidade de água.

Muito cedo
Daniela explica que ainda faltam estudos para que os profissionais de saúde possam dizer que beber café na hora do almoço previne diabete. “Ainda precisamos de um maior número de estudos para chegar a uma recomendação. Há estudos de intervenção em andamento em algumas partes do mundo e estes resultados poderão esclarecer os mecanismos envolvidos no efeito da bebida no risco de diabetes.”

Há duas explicações possíveis para entender por que apenas o café na hora do almoço teve relação com o menor risco de diabetes. O café pode ter diminuído o risco de diabete por retardar ou reduzir a absorção de uma parte da glicose adquirida no almoço. Ou a bebida pode ter protegido da diabetes porque depois do almoço costuma ser tomada sem leite. A pesquisa mostrou que apenas o café sem leite reduziu o risco de desenvolver diabetes.

Diabetes crescente
“Há indícios de que o número de pessoas com diabetes deve crescer no Brasil. Pesquisas mostram um aumento importante de pessoas portadoras de excesso de peso. E também maior longevidade”, diz Daniela. “Esses fatores tornam as pessoas mais predispostas à doença”. Estima-se um aumento de 170% na prevalência da doença em países em desenvolvimento nos próximos 20 anos, que deve acometer principalmente quem tem entre 45 e 64 anos.

Fonte:http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2010/04/01/cafe-apos-almoco-diminui-risco-de-diabetes-sugere-estudo.jhtm

terça-feira, 30 de março de 2010

Cuidado com as dietas milagrosas



Apesar dos dias ensolarados, muita gente só vai se preocupar com o corpo quando acabam as férias de verão. Nesse momento, muitos se submetem a regimes de fome tentando perder em algumas semanas os quilos de um ano inteiro. São práticas que não fazem bem nem para o corpo, nem para o espírito. Como especialista em nutrição, quero alertar para os perigos dessas soluções que só trazem frustrações e perigos. Os regimes de fome e os regimes da moda não fazem perder peso. O que faz perder peso é uma reeducação alimentar apoiada por complementos alimentares devidamente pesquisados. As necessidades e as características de cada um precisam ser respeitadas. Do contrário, não haverá emagrecimento, só haverá frustração.
Pensar no reinício das atividades rotineiras após um período de férias e abusos, para muitos de nós, significa pensar no nosso corpo. Passamos parte do ano meio na preguiça, sem fazer conta dos quilos, até que um solzinho mais quente, uma roupinha mais leve, nos faz pensar que temos formas para zelar.
É claro que quem vive debaixo do sol do Nordeste, ou mesmo nas calçadas do Rio, não corre o risco de se esquecer que tem um corpo. Mas quem se perde nas correrias de São Paulo e de Brasília, por exemplo, ou na falta de praia das cidades do interior, corre sim o perigo de se descuidar do corpo.
Todo esse preâmbulo é para dizer que temos de começar agora a cuidar das formas que queremos ter e queremos exibir no verão. Ou melhor, não deveríamos deixar de cuidar desse corpo em nenhum momento do ano inteiro. E não apenas em nome das suas formas e do seu bronzeado, mas especialmente pela saúde que o corpo revela.
Agora, no começo do novo ano, vamos aproveitar para falar do bem- estar do nosso organismo e do grande perigo dos regimes e dietas de emergência, fórmulas oferecidas para tentar calar nossos sentimentos de culpa e tentar nos redimir dos maus hábitos que cultivamos o ano inteiro.
Multiplicando os perigos
É preciso começar separando os objetivos e as condições. Tem um universo de pessoas que quer apenas perder uns quilos para entrar no mesmo biquíni (ou no mesmo calção) que vestiu no ano passado. E tem outro universo de pessoas cujo sobrepeso ou obesidade não apenas incomoda na hora de vestir uma roupa, mas também, e sobretudo, já está trazendo ou pode trazer problemas de saúde. O peso elevado aumenta a pressão arterial, mantém as gorduras do sangue aumentadas, eleva o risco do diabetes. Somados, esses fatores multiplicam o perigo das doenças cardiovasculares. Além de incomodar os movimentos, deixar os passos mais lentos e roubar muito da elegância que cada um de nós cultiva.
Dietas da Moda
Diagnosticado o problema, a solução é enfrentá-lo. Se você se sente gordo, ou se classifica acima do peso, a primeira atitude é reconhecer o fato. A segunda é pensar na melhor solução para você. Há uma infinidade de receitas e dezenas de sites na internet tentando ensinar você a perder peso. A questão é que nenhum deles, ou a grande maioria deles, respeita as suas necessidades e dificuldades, nem considera os seus limites.
Há os grandes obesos, chamados impropriamente de obesos mórbidos, que necessitam de uma cirurgia ou de um artifício que reduza o tamanho do estômago, de forma que sua vontade de comer seja limitada pelo tamanho da cavidade desse estômago. Encheu esse espaço, passou a vontade.
Felizmente, a grande maioria dos que se debatem com o excesso de peso está abaixo dessa faixa, e necessita apenas reaprender a comer. Mas é justamente nessa faixa de pessoas, onde estão muitos dos nossos amigos e, muitas vezes, nós mesmos, que a propaganda enganosa mais atua. À medida que vai chegando o verão, o número dessas poções mágicas vai aumentando. Há as dietas milagrosas, as dietas radicais, há aquelas que permitem tudo, as que proíbem tudo, aquelas que sobrevivem apenas àquele verão.
Essas são as chamadas dietas de estação, que aparecem num ano e desaparecem no outro. Eu e minha equipe acompanhamos os regimes que aparecem ou apareceram na mídia e constatamos que a sobrevida da maioria deles não passa de cinco anos. Chegam, anunciam seus milagres, arrebanham seguidores, depois desaparecem. Nestes últimos tempos, a Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, proibiu a venda de dezenas de produtos que estavam no mercado anunciando o milagre do emagrecimento.
O fato é que medidas radicais para emagrecer rapidamente podem até levar a uma perda de peso nos primeiros dias, mas na maioria dos casos esse emagrecimento é temporário, pois foi resultado de uma alteração brusca na composição alimentar que causa perda de água do corpo e não gordura. Tão logo a alimentação normal seja retomada, esse líquido perdido retorna, trazendo o peso de volta. Além disso, um dos grandes fracassos dessas dietas está na falta de saciedade e boa nutrição, o que faz com que as pessoas passem fome e saiam muitas vezes desses regimes extremamente debilitadas, anêmicas ou com outra doença provocada por deficiência nutricional. Outro problema, é que a grande maioria passa muito longe do tão importante processo de reeducação alimentar, que garantirá a manutenção futura do peso adequado.
Buscando uma fórmula
É consenso entre os especialistas que uma dieta saudável que estimule a perda constante de peso deve prover todos os nutrientes de que o corpo necessita. A dieta deve basear-se em alimentos nutritivos, porém de baixas calorias, deve ter capacidade de proporcionar saciedade e deve estar aliada a um programa de reeducação alimentar.
Sou professora titular de nutrição na ESALQ-USP, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz, e há 20 anos venho me dedicando ao estudo dos alimentos e seus efeitos sobre nossa saúde. Embora o Brasil de duas décadas atrás apareça mais como o país dos desnutridos, a obesidade já era uma preocupação. Eu estive entre os primeiros pesquisadores a chamar a atenção para os danos do excesso de peso, que traziam riscos tão graves quanto a desnutrição.
Por conta dessa preocupação, eu e minha equipe dedicamos anos pesquisando uma fórmula que permitisse um emagrecimento saudável, sem agressão ao organismo e sem o sofrimento imposto pela maioria das dietas da moda.
A primeira constatação foi que a perda de peso exigia uma mudança de hábitos. Era preciso que o obeso compreendesse que sua participação nesse processo era fundamental. Ele precisava entender e aceitar que fazer exercícios era uma forma de ajudar a perder peso ao mesmo tempo que reduzia sua ansiedade e aumentava sua disposição para continuar com o programa proposto.
Mas era preciso também que sua alimentação fosse a mais equilibrada, de forma que se sentisse saciado e seu organismo alimentado, com a menor quantidade de calorias possível. Era preciso desenvolver um alimento que oferecesse todas essas coisas, e foi isso que fizemos.
Depois de anos de pesquisa, reunimos num único complemento alimentar, cereais, leguminosas e oleaginosas como a aveia, a soja, germe de trigo, gergelim, castanha de caju. Todos são ricos em carboidratos complexos, fibras insolúveis e solúveis, proteínas, vitaminas, minerais, além de gorduras mono e poliinsaturadas. Desde então, o alimento, inserido num plano alimentar de baixa caloria, tem ajudado milhares de pessoas a perderem peso com saúde, e o que é mais importante, conservar este peso para o resto da vida.
Nossa proposta para a perda de peso não é uma fórmula mágica que vem embalada em kits emagrecedores. O princípio do complemento alimentar elaborado é a reeducação alimentar, e esse é o programa que estamos desenvolvendo nos últimos quinze anos. Diante da nossa prática de laboratório, e do longo contato com as pessoas que querem emagrecer e que usaram esse complemento, nossa conclusão é a seguinte: a melhor forma para se perder peso não são regimes de fome e de sofrimento, mas a adoção de um programa de reeducação alimentar. Se possível, auxiliado por um suplemento alimentar que complemente os pratos do dia-a-dia.
Concluímos dizendo que o emagrecimento com bom senso, respeitando o ritmo corporal resulta em perda de gordura, com consequente redução da celulite, melhora dos contornos corporais e promoção da saúde. É importante emagrecer e principalmente manter o peso e isso somente se torna possível com exercícios físicos e com a reeducação alimentar, ou seja, se aprendermos o que, como e quanto comer.

Dra. Jocelem Salgado

domingo, 28 de março de 2010

As cores dos alimentos e seus benefícios

A cor de cada alimento representa uma predominância de certos nutrientes e ou fitoquímicos, isto é, princípio ativo contido no alimento capaz de trazer benefícios e prevenções das doenças.

Quanto mais cor houver no prato seu prato, mais tipos de substâncias que ajudam a combater os radicais livres vão ser ingeridas, pois cada alimento nos dá um tipo diferente de antioxidante. O ideal é que se atinja no mínimo de 3-4 cores diferentes nas refeições principais como café da amanhã, almoço e jantar.

É importante evitar a monotonia das cores. Caso já tenha pego uma folha verde escura, não perca tempo se esforçando para pegar outra, tente acrescentar cores e não quantidades no seu prato. Ao final da montagem do prato certifique-se que as cores estão variadas, além de mais nutritivo, as cores deixam o prato mais atrativo.

Abaixo você poderá ver os benefícios de cada cor:

Os alimentos laranja (cenoura, abóbora, batata doce, manga, tangerina), são ricos em vitamina A, vitamina C, betacaroteno assim como alguns fitoquímicos chamados de bioflavonóides, excelentes no auxílio de retenção hídrica e nos processos inflamatórios. A vitamina C atua como antioxidante e ajuda na síntese do colágeno da pele.

Já os amarelos são ricos em vitamina A e antioxidantes como betacaroteno e luteína. Eles são ótimos para ajudar na manutenção dos tecidos e dos cabelos, além de beneficiar a visão noturna e aumentar a imunidade do organismo.

A vitamina C também está presente nos alimentos amarelos, e atua como antioxidante e ajuda na síntese do colágeno da pele. Dos alimentos amarelos, podemos destacar o abacaxi, ameixa, caju, carambola, damasco, mamão, milho, pimentão amarelo, melão, limão e grapefruit.

O pimentão, tomate, beterraba, repolho roxo, maçã, morango, uva vermelha, melancia e cereja estão na classificação dos alimentos vermelhos e apresentam antioxidantes como o licopeno e a vitamina C. Ainda apresentam flavonóides, que são fitoquímicos antioxidantes que ajudam a prevenir as doenças crônicas como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Os alimentos vermelhos atuam na proteção contra diversas doenças e o stress. Além dos citados acima, podemos destacar também o caqui, framboesa, goiaba, pitanga e romã.

Para o espinafre, uva verde aspargos, brócolis, repolho, escarola e kiwi, que são os alimentos verdes, destaca-se a quantidade de clorofila, que é um potente energético celular, betacaroteno e luteína, ambos antioxidantes, folatos, vitaminas C e E, cálcio, ferro e potássio.

Outros alimentos, além dos citados acima que podem ser destacados são: a acelga, alface, repolho, salsa, agrião, chicória, couve, rúcula, pimentão verde, manjericão, abacate, abobrinha, quiabo, vagem, ervilha, limão e pepino.

Por fim, temos os alimentos brancos, que são ricos em substâncias antiflamatórias, antifúngicas e antitumorais (protegem contra cânceres). Além disso, possuem substâncias como os compostos organossulfurados. Os alimentos que podem ser destacados são o alho e a cebola, que são da família das liláceas.


Fonte: http://blogdadanielajobst.blog.uol.com.br/arch2010-03-21_2010-03-27.html

sexta-feira, 26 de março de 2010

Açúcar, sim ou não ?




A resposta para esse dilema que tanto mexe com a vida dos portadores de diabetes

Flávia Benvenga
Ele surgiu na Antigüidade, entre os persas. Mas só tornaria conhecido alguns séculos depois, já no início da Idade Média. No século XV, ainda era “artigo de luxo” e somente os nobres tinham acesso ao sabor doce cristalizado. Com o tempo, as terras do Novo Mundo — especialmente às do Brasil — se mostraram férteis para a cana-de-açúcar, originária da Ásia. Então, o plantio se desenvolveu, o refino evoluiu e o chamado “ouro branco” conquistou o paladar dos mais diversos povos. Hoje, o açúcar é o principal adoçante de bebidas e alimentos do planeta. Mas é também alvo de muita polêmica quando o assunto é diabetes: afinal, portadores da doença podem ou não ingerir açúcar? A resposta você confere no texto abaixo.

Versão oficial
A resposta oficial a essa pergunta é afirmativa: o diabético controlado pode sim ingerir açúcar! Pois é, chega a ser surpreendende, mas é exatamente isso o que diz a Associação Americana de Diabetes (ADA). “Não existe nada que respalde a proibição do açúcar para o diabético”, garante a nutricionista Gisele Goveia, coordenadora do Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Segundo a especialista, evidên­cias científicas têm demonstrado que a quantidade total de carboidratos (ce­­reais, massas, pães, açúcar e outros) presente nas refeições é mais importante para o ajuste da glicemia do que o tipo ou fonte dele. Ou seja, uma colher (sopa) de açúcar comum, o de mesa — que também é um tipo de carboidrato (sacarose) — pode fazer parte da dieta do portador de diabetes se for consumido no lugar, por exemplo, de duas colheres (sopa) de arroz integral (leia mais no box da página 13).
De acordo com a nutricionista Lis Proença Vieira, do Serviço de Nutrição e Dietética do Incor, a ADA permite o consumo do açúcar para tornar a dieta do diabético menos restritiva. Mas dentro de alguns limites. A entidade sustenta que a sacarose (açúcar da cana ou da beterraba) deve substituir outro carboidrato na dieta e, se isso não acontecer, a quantidade extra de glicose deve ser compensada com aplicação de insulina ou outra medicação. “Portanto, para que o portador de diabetes inclua no cardápio o açúcar, puro ou utilizado no preparo de doces, sem comprometer os limites, ele deve reduzir o consumo de outros carboidratos, como pão, farinha, torta, macarrão, torrada...”, alerta a nutricionista Lis Proença.
Além da limitação de carboidratos, o diabético deve respeitar também os índices calóricos de uma alimentação saudável. “Segundo a ADA, a quantidade diária tolerada de açúcar, que varia de pessoa para pessoa, é de até 10% do valor calórico total da dieta. Assim, em uma dieta diária de 1.500 calorias, a pessoa poderia consumir 150 calorias de açúcar, o equivalente a uma colher e meia (das de sopa)”, observa a nutricionista Lis Proença. “Vale frisar que o limite de 10% de sacarose por dia faz parte de uma indicação para uma alimentação saudável universal, seja a pessoa diabética ou não”, acrescenta Gisele Goveia, da SBD.
Em sua rotina de atendimento a diabéticos, a nutricionista da SBD conta que recentemente elaborou a dieta de uma senhora com diabetes controlado que inclui um pedaço pequeno de bolo simples para ser apreciado mensalmente durante os encontros da paciente de­­­la com as amigas. “Percebi que ela iria comer de qualquer jeito o tal bolo, ­uma vez por mês nessa confraternização. Por­­­­ isso, para o lanche da tarde, suge­ri que ela substituisse uma fatia de pão de fôrma com requeijão light e um co­po de leite desnatado, que ela come nor­­malmente, pelo bolo e uma xícara de chá”, explica Gisele Goveia.
Amargas complicações
Mas, se a principal entidade de diabe­tes do mundo autoriza o consumo de açúcar, por que todos dizem que os portadores da doença não podem co­mer doces? Os médicos costumam pregar que o diabético não deve inge­rir açúcar por não possuir insulina (hor­mônio produzido pelo pâncreas) suficiente para retirá-lo do sangue e levá-lo para as células. Ou seja, ficam com excesso de açúcar no sangue. O problema é que, se o diabético não mantém a taxa de glicose dentro dos ní­veis normais de concentração (em geral, de 80 a 99 mg/dL), corre risco de desenvolver uma série de complica­ções. E o que é mais importante: o des­controle da quantidade de glicose no sangue costuma estar relacionado ao consumo excessivo de açúcar e de outros alimentos ricos em carboidrato.
“Independentemente do ti­po de diabetes, 1 ou 2, os cuidados e complicações com relação à ingestão de açúcar são os mesmos”, ga­­rante a nutricionista Lis Proença, do Incor. “Quando o açúcar é consumido de forma excessiva, pode-se gerar uma hiperglicemia, que é o aumento da concentração de açúcar no sangue. Se esse quadro se mantém a longo prazo, a hiper­glicemia pode se tornar crônica e causar lesões vasculares”. Segundo o diabetólogo Roberto Betti, também do Incor, a concentração de açúcar no sangue por um tempo prolongado reduz a capacidade de dilatação dos vasos sangüíneos (vasoconstrição), provoca inflamações nas paredes do sistema circulatório e favorece o surgimento de coágulos (trombos). “Isto é, há uma alteração do fluxo sangüíneo, que pode afetar olhos, rins, coração, cérebro, regiões periféricas e sistema nervoso”, esclarece o médico.
As principais complicações decorrentes desses problemas vasculares são a doença arterial coronária, que pode causar infarto do miocárdio, derrame cerebral e insuficiência periférica; a retinopatia, que prejudica a visão e pode levar à cegueira; a nefropatia, que atinge os rins e causa insuficiência renal; e a neuropatia, que danifica os nervos. A forma mais comum de neuropatia é a periférica que lesa os nervos motores (movimentos voluntários como andar), sensoriais (tato) e autonômicos (funções orgânicas como a digestão). Assim, a maneira mais segura de se conviver bem com a doença é controlar o nível de açúcar no sangue, alimentar-se de forma saudável, seguir orientações médi­-cas, praticar atividades físicas e, se for preciso, tomar medicamentos, co­mo a insulina.
Doce veneno
Justamente por conta dessas conseqüências, para muitos profissionais, o diabético deve simplesmente excluir da dieta os doces, ou seja, alimentos que contenham sacarose. “A orientação clássica é desaconselhar a ingestão da sacarose”, explica a nutricionista Gisele Rossi Goveia, da SBD. “Entretanto, baseado nos estudos pu­blicados em 1995 pela Associação Americana de Diabetes, a SBD também chegou a um consenso: o diabético controlado, cumprindo uma dieta saudável e fazendo uma correta contagem de carboidratos (leia glossário), pode sim inserir a sacarose na alimentação dele”, informa Gisele.
O endocrinologista Walter Minicucci, vice-presidente da SBD, concorda que o diabético controlado pode ingerir açúcar, mas acha que ele não deve fazê-lo. “O consumo é permitido por ser consenso da SBD e da ADA, mas digo que não deve porque a maior parte dos doces é rica também em gordura, o que pode causar o aumento do peso e, conseqüentemente, tornar mais difícil o controle do diabetes”, justifica o médico. “Além disso, o manejo é complicado, pois a pessoa precisa saber fazer a substituição do doce por um outro carboidrato da dieta, medir a glicemia e, no caso de quem depende da terapia com insulina, fazer eventuais ajustes de dosagem do hormônio”.
Picos glicêmicos
O diabetólogo Antonio Carlos Lerario, do Incor, ressalta que o mais importante não é somente o tipo, mas também a quantidade do carboidrato ingeri­- do — que pode ser uma batata ou um bo­­lo —, pois no organismo o nutriente será quebrado e transformado em glicose. “A questão, no caso da sacarose, que é uma forma muito concentrada de carboidratos, é o pouco tempo que ela leva para ser absorvida pelo sistema digestivo e a rapidez com que eleva as taxas de glicose no sangue. É por isso que, na prática, restringe-se o açúcar e indica-se a substituição por alimentos preparados com adoçantes dietéticos”, afirma Lerario.
Seja como for, o fato é que os carboidratos são uma das principais fontes de calorias da dieta do diabético, que precisa conter de 50% a 60% desse nutriente. Eles provêm principalmente do açúcar (carboidrato simples) e do amido (carboidrato complexo, encontrado nos pães, massas e feijões) e todos se transformam em glicose durante a digestão. Segundo a nutricionista Gisele Goveia, é fundamental para o diabético entender que dietas muito ricas em carboidratos simples, como o açúcar refinado, elevam repentinamente a glicose no sangue. Isto é, a insulina sobe depressa para conseguir mandar o açúcar que está na circulação para dentro das células. No entanto, o índice desse hormônio também pode cair se, por exemplo, o diabético ficar muito tempo em jejum. E, quando essa queda é intensa, pode levar à hipoglicemia (veja o glossário). Essa situação é mais comum entre diabéticos tipo 1, mas também pode ocorrer com o tipo 2. De acordo com a SBD, ao sentir os sintomas da hipoglicemia (suor, frio, tre­mores, sono, cansaço, tonturas, con­fusão mental, falta de coordenação, fo­me e outros), a pessoa deve verificar a concentração de açúcar no sangue e, se estiver baixa (menor que 70 mg/dL), precisa consumir carboidratos de rápida absorção, como um copo de su­co de laranja ou uma bala.
Prazer proibido
Enquanto alguns grupos de profissionais permitem a seus pacientes que seguem o tratamento à risca e não são obesos consumirem açúcar, a orientação do Incor é não liberá-lo a ninguém. “Para consentir, é necessário que o diabetes esteja controlado e que o paciente tenha um perfil especial: deve ser consciente e disciplinado, porque ele precisa saber contar os carboidratos”, justifica a nutricionista Lis Proença Vieira, do SND do Incor. “Sabemos que, com o tempo, ele pode aprender, mas nossa experiência mostra que normalmente o diabético se excede. E, infelizmente, na prática, concluímos que a substituição do doce por um outro carboidrato não é feita”.
Para a nutricionista, isso acontece porque a quantidade de açúcar permitida pela ADA na dieta do diabético é pequena. “Se a sacarose for liberada para nossos pacientes, essa quantidade será facilmente ultrapassada”, argumenta Lis Proença. “Além disso, como a porção aceitável de açúcar precisa ser ingerida em substituição a alguma outra fonte de carboidrato da dieta, o diabético precisa estar muito atento para não adicionar o açúcar ao que ele já come de massa”. Segundo o diabetólogo Antônio Carlos Lerario, para o diabético controlado, dependendo da quantidade, a ingestão da sacarose pode mesmo não fazer diferença. “Mas é essencial saber como usar o açúcar e seguir as orientações de forma responsável”, sintetiza o médico.
Nutriente dispensável
Os especialistas em saúde são unânimes em afirmar que, tanto para o indivíduo saudável como para o diabético controlado, o consumo de doces como bolos, pudins, tortas e chocolates deve ser esporádico. “Apesar de o açúcar ser uma fonte de energia, a sacarose não faz falta, diferente do carboidrato complexo, o amido. Esse sim é fundamental para uma alimentação saudável”, acredita Lis Prença, do Incor.
Até agora, as pesquisas científicas que visam “adoçar” a relação entre açúcar e diabetes caminham em direção à melhora da qualidade dos adoçantes dietéticos. “A indústria alimentícia dedica-se bastante ao desenvolvimento de produtos que substituam o açúcar e não tenham sabor residual”, conta Lis.


Tipos de açúcar

No Brasil são comercializados diversos tipos de açúcar, fabricados a partir da cana-de-açúcar. Todos, porém, têm a mesma composição nutricional, ou seja, são 100% carboidratos, formados por uma molécula de frutose e uma molécula de glicose. O açúcar é usado na composição de vários alimentos como bolos, pães, pudins, tortas, que são chamados de carboidratos complexos por causa da presença da farinha (amido). “Já o açúcar simples está no próprio açúcar de mesa, no mel, na fruta (a frutose)”, diz a nutricionista Lis Proença, do Incor. “São esses alimentos que exigem mais cuidado do diabético.”
A produção mundial de açúcar é de 147,74 milhões de toneladas por ano. O Brasil é o maior produtor, seguido pela União Européia e a Índia. Na última safra 2005/06, o Brasil produziu 25,83 milhões de toneladas, das quais 16,65 milhões de toneladas foram exportadas. Confira a seguir os principais tipos de açúcar comercializados no país:
Refinado granulado – puro, sem corantes, sem umidade ou empedramento e com cristais bem definidos e granulometria homogênea. Seu uso maior é na indústria farmacêutica, em confeitos, xaropes de transparência excepcional e mistura seca.

Cristal – açúcar em forma cristalina produzido diretamente em usina, sem refino. Muito utilizado na indústria alimentícia na confecção de bebidas, massas, biscoitos e confeitos.

Mascavo – úmido e de cor castanha, não passa por processo de cristalização ou refino. Usado na confecção de doces que não exigem transparência.

Orgânico – açúcar de granulação uniforme, produzido sem qualquer aditivo químico tanto na fase agrícola como na industrial. Disponível nas versões clara e dourada, segue padrões internacionais e certificação por órgãos competentes.

Refinado amorfo – é o mais utilizado no consumo doméstico, por sua brancura, granulometria fina e dissolução rápida. Faz parte dos ingredientes de bolos e confeitos, caldas transparentes e incolores e misturas sólidas de dissolução instantânea.

Confeiteiro – tem grânulos bem finos e cristalinos. É produzido na refinaria e destinado à indústria alimentícia, sendo muito utilizado no preparo de bolos, glacês, suspiros, entre outros.

Fonte: União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica)


Índices adocicados
A Associação Americana de Diabetes diz que o portador da doença pode ingerir até 10% de açúcar por dia em relação ao valor calórico total da dieta dele. Diz também que o açúcar deve substituir outro carboidrato, como o pão, o arroz ou o macarrão. Isso porque o açúcar é um tipo de carboidrato e um cardápio saudável prevê o consumo de 50% a 60% de carboidratos em relação ao valor calórico total da dieta. Compare a caloria e a quantidade de carboidrato do açúcar com o brigadeiro, o melão e o arroz integral

Uma colher (sopa) cheia de açúcar refinado tem 90 calorias e 22 gramas de carboidrato;
Dois brigadeiros de festa possuem de 90 a 100 calorias e 22 gramas de carboidrato;
Duas fatias grandes de melão têm 98 calorias e 14 gramas de carboidrato;
Duas colheres (sopa) de arroz integral têm 102 calorias e 18 gramas de carboidrato.


Glossário

Contagem de carboidratos – trata-se de uma forma de controle da glicemia, pela qual se calculam os gramas de carboidratos ingeridos nas refeições.

Glicemia – é a concentração de glicose (açúcar) no sangue, que varia em função da alimentação e da atividade. Existe equilíbrio glicêmico quando a glicemia varia de 80 a 110 mg/dl. Uma taxa de glicose superior a 126 mg/dl em jejum já indica risco de diabetes.

Glicose – açúcar simples, que compõe a sacarose e o amido.

Hiperglicemia – estado em que a concentração de glicose no sangue é considerada alta, acima de 140 mg/dl. Concentração acima de 180 mg/dl, pode causar sede excessiva, vontade de urinar mais do que o normal, fraqueza, vista embasada, entre outros sintomas.

Hipoglicemia – estado em que a concentração de glicose no sangue baixa demais (abaixo de 70 mg/dl). Concentração abaixo de 50 mg/dl, costuma provocar suor excessivo, irritação, dores de cabeça, fraqueza nas pernas, confusão mental, entre outros sintomas.

Índice glicêmico - é um fator que diferencia os carboidratos de acordo com a velocidade com que eles entram no sangue. Quanto mais rápido, maior será a descarga de insulina. Esse índice é determinado da seguinte forma: um indivíduo ingere 50 gramas de um alimento, duas horas depois mede-se a glicemia e compara-se com uma curva de um alimento-padrão, que normalmente é o pão branco. Essa porcentagem de aumento é o índice glicêmico. O índice glicêmico do açúcar é 87. Os maiores de 70 têm alto IG e os menores de 40 são considerados de baixo IG. Veja alguns exemplos:

Pão branco = 100
Arroz branco = 81
Feijão cozido = 69
Espaguete (branco) = 59
Batata cozida = 80
Soja = 23
Lentilha = 38
Noz = 21
Banana = 83

Fonte: revista da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição

quinta-feira, 25 de março de 2010

Aprenda técnica de respiração antiestresse

Distúrbios músculoesqueléticos, insônia, sintomas de ansiedade crônica que podem se tornar patologias duradouras e afetar tremendamente o organismo... Não dá para enumerar os efeitos que o estresse causa a longo prazo no organismo. A medicina hoje se defronta com um limite: o dos remédios cujos efeitos, se forem tomados durante um longo período, podem ser perigosos. Existe o risco de se acostumar ao medicamento e ficar dependente dele.

A resposta do organismo ao remédio não é satisfatória. Engolir um remedinho não é “a” solução. Dizem que na França, onde eu nasci, de cada quatro pessoas, uma toma um remedinho contra o estresse. Porém, essa solução é transitória. Hoje sabemos que os efeitos colaterais podem ser muito graves. Um exemplo é o Prozac, medicamento que há mais de uma década foi anunciado como a salvação para os portadores de depressão e hoje sabemos que pode causar distúrbios do humor, transtornos do humor, pânico, depressão maior, distimia, entre outros. Mesmo que os remédios estejam proporcionando um efeito quase imediato, eles não tiram as causas que muitas vezes são relacionadas a problemas psicológicos.

Apoio psicoterapêutico e fitoterapia

Falando nisso, o contato com um terapeuta pode ser de grande ajuda devido ao fato de se trabalhar as emoções, liberando-as e restabelecendo a segurança pessoal básica, que talvez tenha desaparecido.

Uma pessoa isolada dentro de seu estresse pode sofrer consequências dramáticas, diz o psicanalista Michel Thurin do Centro Hospitalar Universitário da Pitié Salpêtrière em Paris. O estresse acompanhado por um profissional é a forma mais segura de combatê-lo.

Michel aponta o quanto a prevenção é importante quando se trata de estresse. Existem soluções suaves com base nas plantas, tais como a valeriana; o maracujá que tem propriedades sedativa, magnésio e vitamina B6, entre outras.

Porém, há mais de dez anos, um método chamado Coerência Cardíaca* foi concebido por neurologistas e cardiologistas nos Estados Unidos. Esse método tem como base o uso da respiração para aquietar o ritmo do coração.

Esse método pede emprestado às técnicas do relaxamento. Usa a respiração lenta e profunda, a visualização e a imagem mental positiva. Pode até ser praticada através da Internet.

Experimente as técnicas propostas na Internet* e depois tente uma aula de yoga convencional e tradicional, você vai perceber que o yoga usa há milênios técnicas similares.

Técnica de respiração antiestresse

Fique sentado, com a bacia no fundo do assento e a coluna ereta, foque sua atenção no meio do peito e aprofunde suavemente sua respiração pelas narinas. Imagine que quando o ar entra, você permite a oxigenação e o bem-estar de cada célula do corpo, e quando o ar sai do seu peito você distribui emoções de gratidão e felicidade para o planeta. Permaneça nessa atmosfera por, no mínimo, três minutos. Não existe “duração máxima”. Quanto mais tempo, melhor.

Quando você quer terminar o exercício, volte em pensamentos ao seu dia de hoje, sinta sua atmosfera interna, perceba que houve uma mudança. É essa mudança que o tira do estresse, da ansiedade e o leva para um “país” onde só existe o aqui e agora.

Em outras palavras, ansiedade e angústia aparecem seja por um pulo ao passado ou por um pulo ao futuro, onde nós queremos coisas que não existem mais ou ainda não foram vividas, perfeitas ilusões que levam à insatisfação. Ao focalizar sua atenção na respiração, nesse mesmo momento, você dá chances ao seu sistema de se reequilibrar.

O yoga é considerado como um método integral de equilíbrio – quando se fala da moderna Coerência Cardíaca se fala de uma pequena porção do conjunto das técnicas de yoga. Mais uma vez, eu afirmo e confirmo que nada pode ser equivalente às técnicas de yoga, por ser um método integral de bem-estar onde se pratica também a Coerência Cardíaca.

Evidentemente, todos esses métodos completam uma higiene de vida correta, uma alimentação saudável e um sono tranquilo.

Complete praticando um yoga sensato e tranquilo. Fora essas bases não se tem salvação.



Fonte: http://www2.uol.com.br/vyaestelar/yoga_antiestresse.htm#ir

segunda-feira, 22 de março de 2010

Remédio da família da aspirina ajuda diabéticos, diz estudo

RONI CARYN RABIN
do New York Times

Um anti-inflamatório genérico e barato, da família da aspirina, ajudou pacientes de um estudo clínico a administrar a diabetes tipo 2 e reduzir o nível de açúcar no sangue --contribuindo para provar que a inflamação desempenha uma função na diabetes e, possivelmente, apontando para novas abordagens terapêuticas para essa doença.

O medicamento, chamado de salsalate, que é parente da aspirina, mas não age com tanta força no estômago, foi usado durante anos para tratar artrite e dor nas juntas. Pacientes que o tomaram, como parte de um experimento clínico aleatório conduzido por pesquisadores do Centro de Diabetes Joslin, melhoraram os níveis de açúcar no sangue depois de três meses -- com aqueles sob as maiores dosagens reduzindo seus índices de hemoglobina A1C numa média de 0,5%. Os pacientes que tomaram o medicamento também mostraram redução nos triglicérides.

"O potencial é realmente estimulante", disse a médica Allison B. Goldfine, diretora de pesquisa clínica e principal autora do artigo, que será publicado na próxima edição de "Annals of Internal Medicine". "Pode ser que tenhamos uma nova classe de agentes terapêuticos para tratar pacientes com diabetes tipo 2, e, quando se tem um novo agente que é seguro, eficaz e barato, isso é muito animador".

O mais importante é que o trabalho pode ajudar a desvendar as causas fundamentais do diabetes, afirmou o médico Steven E. Shoelson, autor sênior do artigo, chefe da seção de pesquisa em patofisiologia e farmacologia molecular do Centro Joslin e professor de medicina na Escola de Medicina de Harvard.

"Se pudermos descobrir como isso funciona, poderemos desvendar algumas das causas primárias da diabetes, como a obesidade promove inflamações e como a inflamação causa diabetes e outros problemas crônicos de saúde", disse Shoelson.

Entretanto, os dois autores agregaram uma nota de alerta, dizendo que mais pesquisas eram necessárias antes que os médicos possam prescrever o salsalate.

Pouco mais de 100 pacientes completaram o experimento clínico randômico, e alguns experimentaram efeitos colaterais negativos --como uma elevação do LDL, o chamado colesterol ruim.

O efeito colateral mais comum foi experimentado por pacientes que tomavam medicamentos contra diabetes, chamados Sulfonylureas, e passaram por episódios de leve hipoglicemia, uma queda no nível de açúcar no sangue que pode ser perigosa.

Especialistas que não estavam envolvidos no experimento concordaram que experimentos maiores devem ser feitos e afirmaram que o impacto do medicamento nos níveis de glicose do sangue era moderado. Porém, eles também disseram que as descobertas eram animadoras por sugerirem que o diabetes tipo 2 poderia ser tratado ao focar na inflamação original.

"Isso expande o arsenal terapêutico contra a doença", disse o médico Domenico Accili, diretor do Centro de Pesquisa de Diabetes e Endocrinologia da Universidade de Columbia.

Como a aterosclerose é considerada um estado inflamatório, essa abordagem também pode reduzir potencialmente o risco de complicações cardiovasculares associadas ao diabetes, explicou ele.

A médica Meredith Hawkins, professora da Universidade Albert Einstein, disse também que o trabalho mostrava que "a inflamação é um bom alvo em termos de tratar o diabetes --e isso é algo sobre o que já vimos falando por bastante tempo".

A pesquisa está sendo financiada pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos e pelo Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e dos Rins.

Comercialização

O salsalate é vendido, nos Estados Unidos, a menos de US$ 0,50 por pílula e não apresenta a oportunidade de lucro que atrairia grandes empresas farmacêuticas a conduzir a pesquisa. Contudo, com os estimados 23,6 milhões de norte-americanos já sofrendo de diabetes, e um adicional de 57 milhões com pré-diabetes, o governo federal tem um enorme interesse em desenvolver novos tratamentos.

Como parte do experimento, pesquisadores de 17 diferentes centros escolheram aleatoriamente 108 indivíduos, com idades entre 18 e 75 anos, para quatro tratamentos distintos três dos quais incluíam diferentes quantidades de salsalate em três doses diárias, enquanto os pacientes no quarto grupo recebiam placebo, ou pílulas falsas.

Os pacientes continuaram com seu tratamento regular de diabetes tipo 2 ao longo do estudo. Depois de três meses, os pacientes que tomavam salsalate apresentaram uma probabilidade muito maior de ter melhorado seus níveis de açúcar no sangue do que aqueles tomando placebo, sendo que os pacientes com as maiores dosagens --de 4 gramas por dia-- apresentaram as melhoras mais significativas.

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u710171.shtml